Janeiro de 2023

Sondagem da Construção

Queda da atividade se intensifica

Evolução Mensal

IndicadorDez/22Jan/23Média Histórica O que representa
(mês de referência)
NÍVEL DE ATIVIDADE – MÊS ANTERIOR46,742,446,5Queda ante o mês anterior
NÍVEL DE ATIVIDADE – RELAÇÃO AO USUAL42,140,940,8Abaixo do usual no mês
NÚMERO DE EMPREGADOS48,447,646,0Queda em relação ao mês anterior
UTILIZ. DA CAPACIDADE OPERACIONAL – %65,063,062,9Menor uso da capacidade
Mês de referência – Janeiro de 2023

Expectativas – Próximos Seis Meses

IndicadorJan/23Fev/23Média Histórica O que representa
(mês de referência)
ATIVIDADE48,852,752,7Expectativa de crescimento
NÚMERO DE EMPREGADOS47,853,049,8Expectativa de crescimento
COMPRAS DE MATÉRIAS PRIMAS49,553,551,5Expectativa de crescimento
NOVOS EMPREENDIMENTOS47,751,752,0Expectativa de crescimento
INTENÇÃO DE INVESTIR37,546,236,8Maior intensão de investir
Mês de referência – Fevereiro de 2023

O nível de atividade caiu na virada de ano na Construção gaúcha. O índice atingiu 42,4 pontos.  Abaixo de 50 pontos, indica recuo da atividade, que também ficou abaixo do normal para o início de ano, como mostrou o índice de atividade em relação ao usual marcando 40,9 pontos. Pelo terceiro mês consecutivo, o emprego recuou ante o mês anterior, com o índice atingindo 47,6 pontos. A utilização da capacidade operacional (UCO) caiu 2,0 p.p. ante dezembro e atingiu 63,0% em janeiro.

Todos os índices de expectativas cresceram e ficaram acima da linha divisória dos 50 pontos, projetando crescimento nos próximos seis meses para a atividade, para o emprego, para as compras de matérias-primas e para os novos empreendimentos. A intenção de investir aumentou em relação a dezembro de 2022, com o índice crescendo 8,7 pontos, mas ainda em patamares baixos (46,2 pontos).

A opinião dos industriais da Construção brasileiros não difere muito da dos gaúchos, pois também percebem queda da atividade e preveem melhora para os próximos meses.


Nível de atividade comparada ao mês anterior

Fonte: UEE/FIERGS. Indicador varia de 0 a 100. Acima (abaixo) de 50 indica aumento (queda) da atividade frente ao mês anterior

Queda da atividade se intensificou no Brasil e no RS.


Nível de atividade em relação ao usual

Fonte: UEE/FIERGS. Indicador varia de 0 a 100. Acima (abaixo) de 50 indica aumento (queda) da atividade frente ao mês anterior

O nível de atividade ficou abaixo do usual no Brasil e no RS.


Número de empregados

Fonte: UEE/FIERGS. Indicador varia de 0 a 100. Acima (abaixo) de 50 indica aumento (queda) no número de empregados frente ao mês anterior

O emprego registrou queda pelo terceiro mês seguido, sendo mais intensa no Brasil.


Utilização da capacidade operacional (% do mês)

Fonte: UEE/FIERGS. Indicador varia de 0% a 100% (capacidade operacional máxima)

Redução na UCO no RS e aumento no Brasil.


Expectativas para os Próximos Seis Meses

Todos os índices cresceram entre janeiro e fevereiro, e, após três meses abaixo, voltaram a ficar acima dos 50 pontos. Isso indica que os empresários projetam alta da atividade (52,7 pontos), do emprego (53,0), das compras de matérias-primas (53,5) e dos novos empreendimentos (51,7). A intenção de investir também voltou a crescer, mas segue baixa, com o índice atingindo 46,2 pontos.

Nacionalmente, os empresários também estão  confiantes e com maior intenção de investir em fevereiro.

Número de Empregados

Novos Empreendimentos

Atividade

Compras de Matérias-Primas

Intenção de Investir


Os índices variam de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam expectativas de aumento e valores abaixo de 50 pontos expectativas de queda. Para a intenção de investimentos, não há linha divisória, quanto maior o índice, maior a propensão a investir.

Perfil da Amostra: RS: 30 empresas – Brasil: 343 empresas

Período de Coleta: 1 a 9/02/2023.

A Sondagem Industrial do RS é elaborada pela Unidade de Estudos Econômicos (FIERGS) em conjunto com Unidade de Política Econômica da CNI. As informações solicitadas são de natureza qualitativa e resultam do levantamento direto com base em questionário próprio. Cada pergunta permite cinco alternativas excludentes a respeito da evolução ou expectativa de evolução da variável em questão. As alternativas estão associadas, da pior para a melhor, aos escores 0, 25, 50, 75 e 100. As perguntas relativas ao nível de atividade, a evolução dos estoques tem como referência o mês anterior. As perguntas relativas a UCI usual e a estoques planejados/desejados tem como referência o próprio mês. As perguntas relativas à situação financeira, margens de lucro, acesso ao crédito e os principais problemas referem-se ao trimestre. As questões de expectativas referem-se aos próximos seis meses. O indicador de cada questão é obtido ponderando-se os escores pelas respectivas frequências relativas das respostas. Os resultados gerais para cada uma das perguntas são obtidos mediante a ponderação dos índices dos grupos de empresas “Pequenas” (entre 10 a 49 empregados), “Médias” (entre 50 e 249 empregados) e “Grandes” (250 empregados ou mais) utilizando-se como peso a variável segundo a EE/TEM competência 2009. A metodologia de geração das amostras é a Amostragem Probabilística de Proporções. O tamanho da amostra do RS baseou-se no critério de porte das empresas com margem de erro de 10% e Nível de confiança de 90%.

Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul

Unidade de Estudos Econômicos

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