Ano 26 – Número 25 – 01 de julho de 2024

Informe Econômico

Calamidade climática derruba a produção industrial gaúcha

A Sondagem Industrial do RS de maio mostrou que as enchentes que atingiram o estado provocaram uma contração de dimensões históricas na produção e na utilização da capacidade instalada. Para os próximos seis meses, as expectativas dos empresários apontaram estabilidade da demanda, mas com redução do emprego e das exportações. Paradoxalmente, nesse cenário, a intenção de investir aumentou, possivelmente pela necessidade diante das perdas causadas pelas enchentes.  

Como esperado, a produção industrial gaúcha caiu intensamente em maio com os impactos das enchentes. O índice de evolução atingiu 33,8 pontos, o menor valor já apurado para o mês, 13,6 pontos abaixo da média histórica dos meses de maio (47,4). O índice varia de zero a 100 pontos, abaixo de 50 indica queda da produção ante o mês anterior, que será mais intensa e disseminada quanto mais distante estiver desta marca. Apenas em março (30,5) e abril de 2020 (24,1), quando enfrentava os efeitos iniciais e mais intensos da pandemia de Covid-19, a produção caiu tanto e tão disseminadamente. Em maio de 2024, mais da metade das empresas (55,5%) relataram redução da produção ante abril, sendo que, para 35,5% destas (19,5% do total das empresas) a queda foi acentuada.

O emprego industrial, da mesma forma, caiu em maio – índice de 47,0 pontos – de forma mais intensa do que em abril (49,6 pontos), mas não destoou muito do comportamento esperado para o mês (média histórica de 47,9 pontos). O índice de número de empregados também varia de 0 a 100, com linha de corte em 50 pontos, os dados abaixo desse valor indicam queda na comparação com o mês anterior.

Índice de evolução mensal da produção

(Em pontos)

Fonte: UEE/FIERGS. Nota: Valores acima de 50 indicam aumento frente ao mês anterior. Valores abaixo de 50 pontos indicam queda. Quanto mais distante dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a variação.

Em maio, assim como a produção, a utilização da capacidade instalada (UCI) da indústria gaúcha apresentou uma queda significativa, alcançando 57,0%, o que representa uma diminuição de 14 pontos percentuais em relação a abril (71,0%).E sse valor é também 11,1 pontos percentuais inferior à média histórica de ocupação para o mês, que é de 68,1%, e está acima apenas da UCI registrada em abril (49,0%) e maio de 2020 (56,0%). Além disso, o índice em comparação à UCI usual foi de 32,5 pontos, o valor mais baixo desde maio de 2020. Esse dado indica que, na percepção dos empresários, a UCI ficou abaixo do normal para o mês, sendo valores inferiores a 50 um indicativo de maior distanciamento em relação ao padrão usual.

Índice de utilização da capacidade instalada em relação à usual

(Em pontos)

Fonte: UEE/FIERGS. Nota: Valores acima de 50 indicam UCI acima da usual para o mês. Valores abaixo de 50 pontos indicam UCI abaixo da usual. Quanto mais distante dos 50 pontos, mais distante do nível usual.

A intensa contração da produção resultou em uma redução dos estoques de produtos finais, os quais também ficaram abaixo do nível desejado pelas empresas em maio. No mês, o índice de evolução mensal atingiu 46,0 pontos, sendo que abaixo de 50 denota recuo ante o mês anterior.

O índice de estoques em relação ao planejado ficou em 47,7 pontos em maio, marcando o menor valor desde dezembro de 2020, quando a indústria gaúcha experimentava uma forte recuperação após os impactos iniciais da pandemia, incluindo escassez de insumos e matérias-primas. Este valor abaixo de 50 indica que os estoques estavam abaixo do planejado pelas empresas neste período.

Índice de estoques em relação ao planejado

(Em pontos)

Fonte: UEE/FIERGS. Nota: Valores acima de 50 pontos indicam estoques acima do planejado. Valores abaixo de 50 pontos indicam estoque abaixo do planejado. Quanto mais distante dos 50 pontos, maior é a distância do planejado.

A Sondagem indicou que as perspectivas da indústria gaúcha para os próximos seis meses, entre neutras e pessimistas em junho, mostraram pouca alteração em relação a maio, quando os efeitos imediatos das enchentes foram sentidos. Os índices variam de zero a 100 pontos, onde valores abaixo de 50 indicam expectativa de redução e acima de aumento. Em junho, o índice de demanda registrou 49,9 pontos, sugerindo que os empresários esperam uma estabilidade na demanda por seus produtos nos próximos seis meses. Entretanto, as projeções para o número de empregados (48,1 pontos), compras de matérias-primas (47,9 pontos) e exportações (48,1 pontos) apontam para uma expectativa de queda nesses indicadores.

Índice de expectativas da demanda

(Em pontos)

Fonte: UEE/FIERGS. Nota: Valores acima de 50 indicam expectativa de aumento para os próximos seis meses. Valores abaixo de 50 pontos indicam expectativa de queda. Quanto mais distante dos 50, maior e mais disseminada a expectativa.

Paradoxalmente e possivelmente motivados pela necessidade de recuperação após as perdas causadas pelas enchentes, os empresários demonstraram maior disposição para investir nos próximos seis meses. Em junho, o índice de intenção de investir alcançou 54,9 pontos, representando um aumento de 4,6 pontos em relação a maio e ficando 3,5 pontos acima da média histórica. Esta foi a maior alta desde agosto de 2020, marcando um retorno ao crescimento após dois meses consecutivos de redução. Sem linha divisória nos 50 pontos, o índice vai de zero a 100, quanto maior, maior e mais disseminada é a intenção de investir. Em junho, quase seis em cada dez empresas (59,7%) tinham pretensão de realizar investimentos nos seis meses seguintes.

Resultados do CAGED de maio de 2024

O Rio Grande do Sul fechou 22,2 mil postos de trabalho em maio de 2024. Com o impacto das enchentes, o estado obteve o pior resultado para o mês desde o ano de 2020, ano da pandemia. Em maio do ano passado, houve um fechamento de 2,3 mil postos, enquanto em 2022 foram criadas 3,7 mil vagas. Em relação aos outros estados, o Rio Grande do Sul ficou em última posição, com variação relativa de -0,78%, e a região sul com -0,11%. Esse resultado negativo já era esperado em razão dos efeitos decorrentes das enchentes no estado.

Geração de empregos formais – Rio Grande do Sul

(Saldo líquido em número de vagas)

mai/24mai/23*Acum. jan-mai/24*Acum. jan-mai/23*Acum. 12 meses*Acum. jun/22 – mai/23*
Agropecuária-4.318-3.8431.2187261.5951.858
Indústria-8.116-1.22826.14525.347-8.39917.916
Indústria Extrativa-14-28177-1386-55
Indústria de Transformação-6.533-56722.54023.379-6.89514.278
SIUP-3918-65511-1.9641.054
Construção-1.530-6513.4931.4703742.639
Serviços-9.7462.80119.76227.41547.13565.993
Comércio-5.520-372-1.2592.4428.15020.618
Outros Serviços-4.2263.17321.02124.97338.98545.375
Não informado00000-1
TOTAL DA ECONOMIA-22.180-2.27047.12553.48840.33185.766
*Ajustado com as declarações enviadas fora do prazo. ** SIUP = Serviços Industriais de Utilidade Pública (eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana).
Fonte: Novo CAGED/Ministério do Trabalho e Previdência.

Entre os setores de atividade, todos fecharam postos de trabalho no mês de maio. O número mais expressivo ocorreu nos Serviços, com fechamento de 9,7 mil vagas, com queda tanto no comércio (-5,5 mil vagas), como em Outros Serviços (-4,2 mil). A Indústria aparece como o segundo setor com maior fechamento de vagas, com -8,1 mil postos (Transformação: -6,5 mil; Construção: -1,5 mil; Serviços Industriais de Utilidade Pública: -39; Extrativa: -14). Também, o setor de Agropecuária foi responsável pelo fechamento de 4,3 mil vagas de trabalho. Dos 24 segmentos da Indústria de Transformação, 19 fecharam postos de emprego, os principais destaques negativos no mês de maio na Indústria de Transformação gaúcha foram:

  • Couro e calçados (-1,7 mil), com encerramento de postos principalmente na Fabricação de calçados (-1,2 mil);
  • Tabaco (-1,5 mil), com fechamento de vagas no Processo Industrial do Fumo (-1,5 mil), já esperado em razão da sazonalidade do segmento;
  • Alimentos (-1,1 mil): o Beneficiamento de arroz foi o ramo que puxou o resultado negativo no mês (-537 vagas), junto com Abate e Fabricação de Produtos de Carne (-202), e Outros produtos Alimentícios (-196), que englobam a fabricação de produtos de panificação, massas alimentícias, biscoitos e bolachas, derivados do cacau dentre outros;
  • Máquinas e equipamentos (-409): o ramo de Fabricação de Tratores e de Máquinas e Equipamentos para a Agricultura e Pecuária foi responsável pelo fechamento de 280 vagas, seguido pelo ramo de Fabricação de máquinas e equipamentos de Uso Geral (-49);  
  • Produtos de Madeira (-323).

Já os segmentos que apresentaram saldo positivo da Indústria de Transformação foram: 

  • Outros Equipamentos de Transporte (+273), com abertura de 264 vagas no ramo de Construção de Embarcações, atividade ligada ao Polo Naval no sul do estado. As contratações ocorreram no município de São José do Norte; 
  • Químicos (+28), com saldo positivo devido, principalmente, à Fabricação de Químicos Inorgânicos (+83);
  • Refino de Petróleo (+23), resultado puxado pela Fabricação de biocombustíveis (+13) e de Produtos derivados do petróleo (+10).

No acumulado em 12 meses, o saldo aponta geração 40,3 mil postos de trabalho no Rio Grande do Sul, com geração de empregos em dois dos três grandes setores da economia: Serviços (+47,1 mil) e Agropecuária (+1,6 mil). Na Indústria, o saldo em 12 meses continua negativo, com o fechamento de 8,4 mil vagas de emprego.

O Brasil gerou 131,8 mil postos de trabalho em maio de 2024. Entre os grandes setores, o de Serviços é o maior destaque, com a abertura de 75,7 mil postos de trabalho. O Comércio (+6,4 mil) e Outros Serviços (+69,3 mil) tiveram resultado positivo. A Indústria abriu 36,3 mil vagas, com desempenho positivo em todos os subsetores: Transformação (+14,3 mil), Construção (+18,1 mil), Extrativa (+2,0 mil) e SIUP (+1,9 mil). Além disso, 17 dos 24 segmentos da Indústria de Transformação geraram empregos. Os maiores saldos da Transformação vieram de Alimentos (+4,3 mil), Refino de Petróleo (+2,8 mil), Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (+2,0 mil), Borracha e Plástico (+1,9 mil), Manutenção e Reparação de Máquinas e Equipamentos (+1,2 mil), Químicos (+1,1 mil), Outros Equipamentos de Transporte (+1,0 mil). Já entre os segmentos com resultado negativo, os que se destacam são os de Tabaco (-1,7 mil), Couro e calçados (-1,6 mil), Vestuário e Acessórios (-454), Produtos de Madeira (-287), Metalurgia (-222) e Móveis (-174). Por fim, a Agropecuária abriu 19,8 mil postos de trabalho no mês. Nos últimos 12 meses, foram geradas 1,7 milhão de vagas: Serviços (+1,3 milhão), Indústria (+378,7 mil) e Agropecuária (+20,8 mil).

Geração de empregos formais – Brasil

(Saldo líquido em número de vagas)

mai/24mai/23*Acum. jan-mai/24*Acum. jan-mai/23*Acum. 12 meses*Acum. jun/22 – mai/23*
Agropecuária19.83619.64045.88860.30420.83471.209
Indústria36.29436.103368.778272.512378.668384.134
Indústria Extrativa1.9942.6206.4878.36312.10314.706
Indústria de Transformação14.2775.661194.446110.114186.332169.248
SIUP1.8742418.6425.36112.66313.963
Construção18.14927.581159.203148.674167.570186.217
Serviços75.68499.962674.294541.4681.275.2351.329.264
Comércio6.37515.55750.37414.370311.522347.665
Outros Serviços69.30984.405623.920527.098963.713981.599
Não informado-3-1-553810
TOTAL DA ECONOMIA131.811155.7041.088.955874.2891.674.7751.784.617
*Ajustado com as declarações enviadas fora do prazo. ** SIUP = Serviços Industriais de Utilidade Pública (eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana).
Fonte: Novo CAGED/Ministério do Trabalho e Previdência.

DADOS E PROJEÇÕES PARA A ECONOMIA BRASILEIRA

Produto Interno Bruto1

20202021202220232024*
Agropecuária4,20,0-1,115,10,5
Indústria-3,05,01,51,61,3
Serviços-3,74,84,32,41,7
Total-3,34,83,02,91,5
1O PIB Total é projetado a preços de mercado; os PIBs Setoriais são projetados a valor adicionado. *Projeção UEE/FIERGS.

Produto Interno Bruto Real (Em trilhões correntes)

20202021202220232024*
Em R$7,6109,0129,91510,85611,482
Em US$21,4761,6701,9202,1702,295
2Taxa de câmbio média anual utilizada para o cálculo e IPCA utilizado como inflação. *Projeção UEE/FIERGS.

Inflação (% a.a.)

20202021202220232024*
IGP-M 23,117,85,5-3,24,0
INPC5,410,25,93,74,1
IPCA4,510,15,84,64,1
*Projeção UEE/FIERGS.

Produção Física Industrial (% a.a.)

20202021202220232024*
Extrativa Mineral-3,41,0-3,27,01,7
Transformação-4,64,3-0,4-1,01,1
Indústria Total3-4,53,9-0,70,21,4
3Não considera a Construção Civil e o SIUP. *Projeção UEE/FIERGS.

Empregos Gerados – Mercado Formal (Mil vínculos)

20202021202220232024*
Agropecuária37146643530
Indústria143720441286221
Indústria de Transformação45439214103109
Construção9524519315999
Extrativa e SIUP4436352413
Serviços-3721.9141.5081.163706
Total-1922.7802.0131.484956
4SIUP = Serviços Industriais de Utilidade Pública. *Projeção UEE/FIERGS.

Taxa de desemprego (%)

20202021202220232024*
Fim do ano14,211,17,97,47,6
Média do ano13,813,29,38,07,9
*Projeção UEE/FIERGS.

Setor Externo (US$ bilhões)

20202021202220232024*
Exportações209,2280,8334,1339,7336,8
Importações158,8219,4272,6240,8241,6
Balança Comercial50,461,461,598,895,2
*Projeção UEE/FIERGS.

Moeda e Juros

20202021202220232024*
Meta da taxa Selic – Fim do ano (% a.a.)2,009,2513,7511,7510,50
Taxa de Câmbio – Final do período (R$/US$)5,205,585,224,845,08
5Variação em relação ao final do período anterior. *Projeção UEE/FIERGS.

Setor Público (% do PIB)

20202021202220232024*
Resultado Primário-9,20,71,3-2,3-1,2
Juros Nominais-4,1-5,0-5,9-6,6-6,3
Resultado Nominal-13,3-4,3-4,6-8,9-7,5
Dívida Líquida do Setor Público61,455,857,160,564,5
Dívida Bruta do Governo Geral86,978,372,974,979,2
*Projeção UEE/FIERGS.

DADOS E PROJEÇÕES PARA A ECONOMIA GAÚCHA

Produto Interno Bruto Real (% a.a.)6

20202021202220232024*
Agropecuária-29,653,0-41,716,337,1
Indústria-6,18,11,6-4,01,8
Serviços-5,04,43,82,71,5
Total-7,29,32,81,74,7
6O PIB Total é projetado a preços de mercado; os PIBs Setoriais são projetados a valor adicionado. *Projeção UEE/FIERGS.

Produto Interno Bruto Real (Em bilhões correntes)

20202021202220232024*
Em R$470,942581,284592,683640,299697,880
Em US$291,317107,747114,752128,189140,983
*Projeção UEE/FIERGS.

Empregos Gerados – Mercado Formal (Mil vínculos)

20202021202220232024*
Agropecuária27311
Indústria-14729-96
Indústria de Transformação04322-65
Construção-157-21
Extrativa e SIUP30-11-10
Serviços-4290685514
Total-411441004721
7SIUP = Serviços Industriais de Utilidade Pública. *Projeção UEE/FIERGS.

Taxa de desemprego (%)

20202021202220232024*
Fim do ano8,68,14,65,25,0
Média do ano9,38,76,15,35,2
*Projeção UEE/FIERGS.

Setor Externo (US$ bilhões)

20202021202220232024*
Exportações14,121,122,622,323,0
Indústria de Transformação10,414,417,716,817,1
Importações7,611,716,013,815,4
Balança Comercial6,59,46,68,57,6
*Projeção UEE/FIERGS.

Arrecadação de ICMS (R$ bilhões)

20202021202220232024*
Arrecadação de ICMS (R$ bilhões)36,245,743,344,746,8
*Projeção UEE/FIERGS.

Indicadores Industriais (% a.a.)

20202021202220232024*
Faturamento real-3,18,95,9-7,22,1
Compras industriais-5,531,2-0,5-14,87,5
Utilização da capacidade instalada (em p.p.)-4,55,7-0,7-3,31,0
Massa salarial real-9,05,310,92,80,6
Emprego-1,96,75,9-0,80,2
Horas trabalhadas na produção-5,515,28,4-3,51,5
Índice de Desempenho Industrial – IDI/RS-4,712,94,1-5,62,8
*Projeção UEE/FIERGS.

Produção Física Industrial (% a.a.)

20202021202220232024*
Produção Física Industrial4 (% a.a.)-5,59,01,1-4,72,3
8Não considera a Construção Civil e o SIUP. *Projeção UEE/FIERGS.
Informações sobre as atualizações das projeções:
Economia Brasileira: Houve alterações nas projeções de 2024 para a taxa Selic.
Economia Gaúcha: Não houve alterações nas projeções de 2024.

As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores, não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista desta Federação. É permitida a reprodução deste texto e dos dados contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas.

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