- Em 15 de julho de 2025, os EUA abriram uma investigação contra o Brasil pela Seção 301, alegando problemas em comércio digital, pagamentos, propriedade intelectual, meio ambiente e barreiras comerciais.
- Em 30 de julho de 2025, veio a tarifa extra de 40%, somada aos 10% já existentes, formando uma alíquota total de 50%, com exceções listadas no Anexo I e nos setores regulados pela Seção 232.
- Houve revisão administrativa ao longo de agosto e novas isenções em novembro de 2025, incluindo 249 produtos agrícolas, dos quais 11 receberam isenção limitada.
- Para calcular impactos, adotou-se 2024 como ano base e converteram-se os códigos brasileiros (NCM/SH) para o sistema americano (HTSUS), já que os EUA incluem reexportações e não identificam a UF de origem.
- Um produto é “isento” apenas se aparece em alguma lista oficial. Se não aparece, significa apenas que se enquadra em algum dos regimes tarifários já existentes, como os 10%, os 40% ou as regras da 232.
- Em 2024, o Brasil exportou US$ 40,4 bilhões aos EUA; desses, 37,2% correspondem a produtos com alguma isenção, enquanto 62,8% não têm cobertura.
- O Rio Grande do Sul exportou US$ 1,8 bilhão aos EUA e aparece como o estado com menor presença de isenções entre os 5 que mais exportaram aos EUA em 2024: apenas 12,0% do valor exportado tem alguma cobertura, enquanto 88,0% está exposto às tarifas.
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